Confira!

"Uma das maiores escritoras brasileiras, Clarice Lispector, enquanto trabalhava sua ficção, manteve intensa atuação na imprensa, para a qual escreveu cerca de cinco mil textos, entre fragmentos de ficção, crônicas e colunas femininas, para diversos jornais e revistas, e realizou mais de 100 entrevistas, a primeira delas , em 1940, com o poeta Tasso da Silveira. Organizado pela pesquisadora Maria Aparecida Nunes, Clarice na cabeceira - Jornalismo é uma amostra dessa atividade. Com texto inéditos, a coletânea traça um panorama do jornalismo brasileiro, a partir da produção de Clarice Lispector para a imprensa."

Autora: Clarice Lispector
Gênero: Jornalismo
Número de páginas: 240
Local e data de publicação: Rio de Janeiro, 2012
Organização: Aparecida Maria Nunes
Editora: Rocco
Onde comprar: Amazon | Casas Bahia | Ponto Frio | Saraiva

"Lagos, 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às Universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua conexão com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência. Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero."

Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Gênero: Romance
Número de páginas: 516
Local e data de publicação: São Paulo, 2014
Tradução: Julia Romeu
Editora: Companhia das Letras

"Neste livro impressionante, Svetlana Alekisiévicth apresenta uma história ainda pouco conhecida, contada com minúcia pelas próprias personagens: as incríveis soldadas soviéticas que lutaram - com bravura e violência, mas sem perder a ternura - durante a Segunda Guerra Mundial. Um capítulo obscuro que agora ganha a luz do dia e promete trazer novo entendimento sobre um dos eventos mais trágicos da história humana."

Autora: Svetlana Aliksiévitch
Gênero: Reportagem
Número de páginas: 392
Local e data de publicação: São Paulo, 2016
Tradução: Cecília Rosas
Editora: Companhia das Letras
Onde comprar: Amazon | Livraria da Folha | Saraiva | Submarino 


Olá para quem é louco por leituras - e também por fotografia! Hoje é dia de trazer o post do mês para o Projeto Photolove, um projeto muito lindo do qual eu venho participando nos últimos meses. Caso você ainda não saiba, o Photolove é um grupo de 6 on 6, em que uma vez por mês, 6 pessoas postam 6 fotos temáticas.
Então, é isso! A seguir, você confere minhas fotos selecionadas. Para esse mês, o tema é céu.

Imagem: Arquivo pessoal
Fonte: cedida por Patricia Fagundes

Nascida em 1990, no Rio de Janeiro, Patricia Fagundes é formada em Relações Internacionais. Apaixonada por diversos assuntos, é uma autodidata empenhada e artista nata. Publicou seu primeiro livro, Enfynie - A outra dimensão, em 2014 e pretende escrever suas continuações e outras histórias originais. Sua segunda publicação, online e gratuita, chama-se A Viagem, com um prólogo disponível em áudio no YouTube.Fez três períodos de Belas Artes na UFRJ antes de trancar sua matrícula e iniciar outro curso. Em 2010, formou-se em Mandarim pela Wizard. É falante fluente do inglês e estuda outros idiomas por hobby, além de ter criado alguns para suas histórias.
É compositora, cantora e pianista. Começou a estudar música aos 3 anos de idade, com sua mãe e avó materna, suas professoras particulares de piano. Fez cursos de mangá, desenho artístico e pintura e adquiriu traço realista. Faz desenhos, músicas e idiomas sob encomenda e dá aulas online. 
Seu canal no YouTube conta com mais de 35.000 inscritos.

O livro Enfynie – A outra dimensão, de 2014, é seu romance de estreia? 
Sim, é o primeiro romance de uma trilogia, a primeira história que eu escrevi e publiquei na vida.

De onde veio a sua inspiração para a história? 
O principal motivo, minha maior inspiração, foi tentar arranjar forças pra sair de uma pequena depressão. Não era um caso clínico, mas sim um conjunto de fatores que me deixa "no fundo do poço" e sem motivação para nada. Eu resolvi me transformar numa personagem e me jogar num planeta diferente pra ver se ajudava. Tudo o que a personagem sente, eu senti escrevendo. Tudo o que ela pensa, eu estava pensando na hora que escrevi. Tudo o que ela faz é o que eu faria naquela situação. Minha inspiração foi buscar a minha cura. 

Como foi o processo de criação do mundo de Enfynie
Comecei imaginando o planeta físico, a geografia e depois pensei nos seres que habitariam cada lugar. O idioma principal veio logo em seguida, junto com a cultura básica. No decorrer da história eu fui aumentando detalhes de acordo com o que precisava na hora. Ainda tenho muito a criar, mas já dá pra brincar um pouquinho hahaha. Tive que estudar um pouco de anatomia, diversos idiomas e me basear no que eu já conhecia aqui da Terra pra criar um paralelo.

Apesar de se ver em um mundo estranho, longe de tudo o que conhece e com dificuldades para se comunicar, a protagonista de Enfynie se mantém determinada e mostra muita disposição e criatividade ao longo da história. Você acredita que isso agradou aos leitores? 
Espero que sim! Hahaha Como eu disse antes, tudo o que a personagem faz é o que eu faria na situação. Isso até deixou muita gente irritada com a Natasha. "Nossa, ela é muito chata e mimada". E eu lendo isso e me sentindo um lixo né HAHA. Tentei dar o máximo de realismo à história porque gosto de coisas plausíveis. (Claro que às vezes um toque de magia é bom, mas a personagem em si não é nenhuma super heroína. Sou só eu com um nome diferente e sardas. E uma boa mira – coisa que eu não tenho, minha mira é PÉSSIMA. Mas se eu não tivesse acrescentado ao menos ISSO, a personagem morreria no primeiro dia, talvez HAHAHA)

Você teve problemas com a primeira edição de Enfynie, que foi entregue pela editora com erros prejudiciais ao entendimento. Isso afetou a recepção do livro pelo público? 
Eu acho que quem se afetou mais fui eu. Esses erros acabaram comigo hahaha. Quem não conhece a história não vai perceber os erros, são detalhes que só uma pessoa ultra perfeccionista (eu) notaria. O pior foi ter que esperar uma nova remessa de livros corrigidos e depois o "fogo" inicial já tinha passado. Creio que isso também teve um impacto negativo.

Enfynie é o primeiro volume de uma trilogia. Os próximos volumes já estão em andamento? 
Sim, eu estava escrevendo os dois ao mesmo tempo, mas passei a focar mais no segundo livro da série. Já passei da metade, mas faz mais de seis meses que não sento pra continuar escrevendo por falta de inspiração. Sempre que tento, não dá certo e eu tenho que reescrever. Mas eventualmente eu vou conseguir, afinal, a história já está pronta, já sei o que acontece no final, só preciso desenvolver os detalhes.

Você está pulicando no Wattpad o e-book A Viagem, que tem relação com a mitologia egípcia. Como surgiu a ideia? 
Na realidade, A Viagem tem relação com todas as mitologias. Eu resolvi escrever essa história porque amo o tema e quis tentar criar um universo "e se...". E se ninguém estivesse errado, afinal de contas?

Entre Enfynie e A Viagem, qual dos dois você mais gostou de ter escrito? 
Páreo duro. Não sei. A Viagem ainda está em fase embrionária e eu acho que a continuação é infinitamente melhor do que a introdução já publicada. O mesmo pra Enfynie. É difícil escolher entre meus dois "bebês" hahaha Enfynie é minha cura e A Viagem é minha paixão. Tenho carinho igual pelos dois. Em um eu uso mais a minha criatividade e no outro, preciso estudar muito e usar minha capacidade de análise e lógica. Gosto muito das duas opções.

No seu canal no YouTube, você cria diversos conteúdos diferentes, desde aulas de desenho, informações sobre seus livros, até mesmo cosplay e covers de músicas. Como é produzir tanta coisa diferente ao mesmo tempo e numa mesma plataforma? 
Um inferno. HAHAHA Meu canal no YouTube é basicamente um espelho de como é dentro da minha cabeça: uma zona sem foco. Ao mesmo tempo que é um inferno, é também uma válvula de escape. Algo como um "diário em vídeo". Pretendo dar um rumo à minha vida e focar mais, acho que assim a qualidade poderá aumentar e vai até melhorar a situação pra quem me acompanha.

Você tem produzido um audiobook de A Viagem e disponibilizado em vídeos no seu canal. Como é o processo de adaptação do texto escrito para o formato de áudio? 
Então, eu estou experimentando ainda. O prólogo foi o único publicado ainda. Tentei fazer uma mistura de audiobook com ASMR, já que a ideia inicial de fazer uma animação simples não era possível. Mas agora eu quero incluir desenhos, então creio que a adaptação vai ser maior, apenas removendo frases como "ele está apoiado na porta" do texto, já que no desenho vai mostrar quem quer que seja apoiado na porta. O formato de A Viagem já é mais tranquilo de adaptar pra áudio porque não tem um narrador separado da história. Quem narra são os próprios personagens.

Em qual das plataformas A Viagem tem alcançado mais repercussão: no Wattpad ou no YouTube? 
Creio que no Wattpad. 

Você cria canções que fazem parte das histórias de seus livros. O que vem primeiro: a música ou escrita? 
A escrita. Eu tenho que ter noção da história pra poder criar uma letra em cima. Depois é só compor.

E como você se define: escritora, desenhista, youtuber, cosplayer, compositora, ou artista com múltiplos talentos? 
Eu sempre rio de uma coisa que meu pai me disse há muitos anos: "Você tá que nem um pato. Voa, nada e anda, mas nenhum dos três ele faz graciosamente". Claro que eu evoluí bastante em algumas áreas, mas a lição de moral na comparação é: SE VOCÊ NÃO FOCAR NUMA COISA SÓ, COMO ESPERA MELHORAR NELA?! Então responder a sua pergunta fica difícil, porque eu não consigo escolher uma só área pra me enquadrar. Eu diria que sou uma artista com múltiplos problemas de foco.

Fonte das imagens de capas de livros: reprodução

Entrevista originalmente pulicada no blog Entrevistalendo.

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