Confira!

Quero começar avisando que esse será o último post do blog durante os próximos dias. Estamos entrando na semana do Natal, e a semana que vem será a última do ano. Como sei que todos estarão provavelmente ocupados com comemorações de família, confraternizações e compras de presentes de última hora, então resolvi dar uma pausa por aqui, até porque, eu também mereço um descanso! Ainda não decidi se volto na semana que vem, ou só depois do Ano-Novo. Mas avisarei na fanpage do blog!


Eu nunca fui muito de fazer esse tipo de post, mas agora é por uma boa causa.
Recentemente, entrei no grupo do Facebook Liga Blogesfera, um grupo para blogueiros cuja ideia principal é incentivar a amizade e interação entre seus membros. É um grupo diferente de simples grupos de divulgação, onde cada um posta seus links e não vê os posts dos outros, onde todos querem espaço e atenção ao mesmo tempo em que ignoram os outros. No Liga Blogosfera, existem dias específicos para divulgação, e é um local onde todos podem pedir ajuda, dicas, comentários, conselhos e recomendações. Os membros do grupo são verdadeiros amigos, e estão sempre dispostos a te ajudar com todas as suas dificuldades, além de visitar seu blog e dar muito incentivo. E é justamente por isso que estou muito apaixonada por esse grupo.
Nesse grupo eu descobri algo chamado "Blogagem Coletiva", isto é, uma espécie de interação muito legal. Todos os meses, uma pessoa responsável no grupo edita o post fixo definindo os temas para os posts específicos para cada tipo de blog e canal. Só participa quem quiser, e desde que conheci a ideia, estou gostando muito!
Esse é o meu primeiro post de Blogagem Coletiva, e é por isso que estou aqui para indicar os cinco melhores livros que li este ano! E eu garanto: não foi uma escolha fácil!

5 melhores livros que li em 2015


Os livros que serão citados abaixo são todos bons de diferentes maneiras, e por isso, a ordem em que vou citá-los não faz nenhuma diferença no quanto eu gostei de cada um. Não se trata de dar nota: vou apenas listá-los! Todos os livros listados já foram resenhados no blog. Basta clicar nos links dos títulos para ler as resenhas!


Este foi o primeiro livro com o célebre personagem Sherlock Holmes que eu li. Sempre tive vontade de ler as histórias desse detetive do qual todos já ouviram falar, ou já viram referências em filmes, livros e desenhos animados. A página da Wikipédia específica para esse livro diz que ele foi a aventura mais famosa de Holmes, e que originou mais de 24 adaptações cinematográficas. Isso é algo que não se pode ignorar!
Nessa história, Holmes e Watson precisam investigar a suposta existência de um cão enorme e fantasmagórico que estaria assombrando a charneca ao redor do Solar Baskerville, uma casa imensa que pertence uma família muito rica. Os moradores da vila próxima são extremamente supersticiosos, e uma lenda antiga sobre um dos Baskerville é o que faz com que todos acreditem na existência do cão. É claro que Holmes não acredita nisso, e ele precisa proteger Henry Baskerville, o único herdeiro da casa e de toda a fortuna.
Esse livro foi uma experiência incrível para mim, e me fez desejar ler todas as obras de Conan Doyle! Sherlock Holmes é um personagem com inteligência acima do comum, com senso lógico enorme, e que está sempre observando coisas que passam despercebidas tanto para o Dr. Watson quanto para nós leitores. É sem dúvidas um detetive fantástico!


Toda a série escrita por Douglas Adams foi minha primeira experiência com ficção científica, e eu simplesmente adorei! Tudo começa no primeiro livro, "O Guia do Mochileiro das Galáxias", em que temos como personagem principal o alienígena Ford Prefect, que viajou para a Terra com o objetivo de realizar pesquisas de campo para poder escrever a nova edição do Guia do Mochileiro da Galáxias, a maior enciclopédia do universo. Ele fica muito amigo de Athur Dent, um terráqueo absolutamente comum. Toda a confusão começa quando os dois escapam ilesos da destruição do Planeta Terra, que estava no lugar onde deveria ser construída uma via expressa hiperespacial. A partir daí, os dois viverão muitas loucuras no espaço!
Toda a história é extremamente criativa e repleta de bom-humor. Você não precisa entender de ciência, astronomia ou física para poder ler e gostar, pois eu sou leiga em todos esses assuntos, e consegui adaptar bem à narrativa e toda a história! A série inteira é muito bacana e hilária!


Se não me engano, comprei esse livro de contos no Carrefour, porque estava barato, e porque eu simplesmente fiquei muito interessada! Este é um livro de contos de suspense e terror, escritos por Joe Hill. Aqui temos várias histórias diferenciadas: desde um garoto inflável como um balão, até um garoto sequestrado que recebe mensagens misteriosas através de um antigo telefone preto, passando pelo medo e tensão no conto Os Meninos de Abraham, narrado por ninguém menos que um dos filhos de Van Helsing. Todos os contos são misteriosos e repletos de momentos de tensão, alguns muito perturbadores. Eu não tinha muito conhecimento de histórias de terror, além de alguns contos de Edgar Allan Poe, lidos há muito tempo. Para mim, foi uma experiência fantástica e muito produtiva!


A primeira vez que ouvi falar de Ovelha - Memórias de um pastor gay foi no maravilhoso canal Literatortura. Ouvindo Gustavo Magnani falar de seu livro que em breve seria publicado, eu rapidamente me interessei pela leitura!
Esse livro conta a história de Eliseu, um pastor evangélico que é gay, mas que não aceita a si mesmo. Ele foi criado com muita repressão e fanatismo religioso, e por isso esconde quem realmente é. Sempre reprimiu as próprias vontades, e acabou tornando-se pastor, além de casar-se com uma mulher, apesar de gostar de homens. Ele sempre mentiu para todos, mas agora que está morrendo, começa a escrever um diário, onde conta todos os detalhes jamais revelados de sua vida.
Foi uma das leituras mais impressionantes que já fiz. Pude compreender muito bem o grande conflito entre homossexualidade, religião e preconceitos. É uma narrativa feita para quebrar tabus, e contribuiu para que eu me conscientizasse muito mais sobre o quanto é difícil o processo de autoaceitação quando se vive convive com pessoas muito conservadoras. É sem sobra de dúvidas uma história emocionante, que pode desconstruir muitas ideias erradas na nossa sociedade!


A Dança dos Dragões é o quinto livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo, escrita por George R. R. Martin, que originou a série de TV Game Of Thrones. Embora toda a série tenha sido muito surpreendente para mim, esse livro foi especial. Foi nele que consegui compreender muitos grandes mistérios e questionamentos que eu tinha há muito tempo sobre vários elementos da série!
Aqui, temos a trajetória de personagens que não estavam no livro anterior: Jon, Daenerys, Tyrion, Bran, Davos, Theon, além de personagens novos. Tudo se passa paralelamente aos acontecimentos d'O Festim dos Corvos, até o momento em que uma narrativa alcança o fim da outra, a cronologia se encaixa, e a história continua.
Foi uma leitura incrível, como tudo o que Martin escreve, e me deixou muito mais do que ansiosa para ler Os Ventos de Inverno!


Esse foi o meu TOP 5 do ano de 2015, com os 5 melhores livros que eu li (até agora) neste ano. Você pode conhecer outras resenhas deste blog clicando aqui, e não deixe de acompanhar meus próximos posts.



Por: Lethycia Dias

Amanhã finalmente chegará a data que estou esperando há semanas. Eu fiquei completamente maravilhada quando percebi isso, e não consigo deixar de compartilhar com todas as pessoas possíveis: o Loucura Por Leituras estará completando um ano!


Pode parecer pouca coisa, mas comparando com a duração da maioria dos blogs iniciantes, isso é muito tempo. Quando estamos começando, tudo parece ser ruim ou errado. Na maioria das vezes, não entendemos muito de layout, e a aparência do nosso blog não é lá essas coisas. Nós até fazemos umas coisas legais, mas sempre estamos esperando receber aquele monte de visitas e comentários (que não chegam), e então desanimamos. É mais ou menos nessa parte, depois de criar expectativas e se desiludir, que muitos de nós desistem. E quem não desiste, e consegue superar a fase inicial de posts totalmente ignorados, é digno de uma salva de palmas!


E só de pensar que comecei do nada, sem entender sobre layout, divulgação ou parcerias, já fico satisfeita com o meu progresso durante esse ano. O meu primeiro post teve menos de 10 visualizações, e para falar a verdade, era apenas uma introdução mal-feita sobre o conteúdo do blog. Minha primeira resenha era só um resumo ingênuo sobre o livro. E criei os Casos de Leitora com a intenção de preencher o tempo enquanto lia, para poder fazer minha segunda resenha. Então eu me desenvolvi. Percebi a necessidade de ter dias certos para postar, e o compromisso de não falhar. Percebi que divulgação não significa visitar outros blogs comentando apenas "Amei, visita meu blog também!". Descobri que responder aos comentários dos leitores de forma simpática e sem ser arrogante é fundamental, e que em caso de crítica sem fundamento, é muito melhor apagar do que passar vergonha respondendo de forma furiosa. Cheguei até mesmo a fazer uma pesquisa de opinião, para descobrir como melhorar mais ainda. E quando penso em tudo isso, sem sombra de dúvidas fico orgulhosa de mim mesma! Dá vontade de sair fazendo isso:


Quem já tem blog há algum tempo sabe que não é fácil. Mesmo quem já se consolidou nesse meio ainda precisa se esforçar e se dedicar muito para manter o mesmo nível do conteúdo ou melhorar. Ainda é preciso saber lidar com um público crescente, e cada vez mais exigente, que pode concordar ou não com o que for dito nos posts. É preciso manter uma página no Facebook, para aumentar a interação e melhorar a divulgação. E é sempre preciso saber retribuir a boa-vontade e o carinho dos leitores.

Nesse tempo todo, o blog Loucura Por Leituras apenas cresceu, e melhorou muito! Eu não posso deixar de agradecer a todos que visitam, comentam e compartilham, porque o blog poderia até existir sem vocês, mas não faria muito sentido escrever sem que houvesse para quem escrever. Por isso, sou muito grata a todos vocês!



MUITO OBRIGADA A TODOS VOCÊS!




Por: Lethycia Dias

P.S.: Não se esqueçam de que o sorteio de aniversário do blog acaba amanhã, às 18h. Ainda dá tempo de participar, então corre lá e se inscreve! É só clicar no link abaixo, para encontrar a imagem que postei na fanpage:





Sabe aquelas frases super clichê que toda mãe diz e que a gente fica até cansado de ouvir? Pois é! Alguém teve a ideia de transformar todas as essas frases numa brincadeira muito divertida! Minha parceira Lívia Santana, do blog Check-in Virtual, me indicou. Eu adorei todas as respostas dela, e agora finalmente achei um espaço pra postar aqui! Então vamos lá:

Obs.: todos os livros com links estão resenhados aqui no blog:

1- "Eu vou contar até 3..."
Um livro que você não via a hora de terminar.
A Lívia não ficou confusa entre dois possíveis sentidos para a pergunta. Você não vê a hora de terminar o livro, porque está muito bom, ou porque está muito ruim? Ela escolheu um livro que não estava aguentando mais, então vou seguir a mesma opção!
Minha escolha é Quando eu voltar a ser criança, de Janusz Korzac. Esse livro conta a história de um professor do primário, que está insatisfeito com sua vida, e ao se lembrar da infância, magicamente volta a ser criança. Com esse enredo, ele pretende mostrar que a vida de uma criança não é assim tão fácil quanto nós imaginamos, porque nós adultos costumamos ser pouco compreensivos com elas. Em algumas ocasiões, somos muito duros, e até mesmo cruéis. A intenção do autor era muito boa, mas a narrativa do livro é extremamente monótona. Toda a história gira em torno do dia-a-dia de uma criança, é claro, mas parece que não acontece nada de surpreendente para deixar a história mais interessante! Eu li esse livro sem nenhuma vontade, e quando passei da metade, só me apressei para poder ler o próximo. 

2- "Se você falar isso de novo te arrebento os dentes!"
Um livro que você não suporta que falem mal.
Quando a gente gosta de um livro, não tem jeito! Nada que as outras pessoas digam nos convence a deixar de amar. Eu fiquei fascinada pela série As crônicas de gelo e fogo desde o início do primeiro livro. Já li todos os cinco volumes publicados, acompanho à série, e estou esperando ansiosamente por Os Ventos de Inverno, e meus ouvidos se fecham para qualquer comentário ofensivo!


3- "Se você correr, vai ser pior!"
Um livro que você corre dele, mas sabe que um dia vai ter que ler.
Na imagem estão as cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo, de Allan Kardec, mas na verdade quero falar de livros espíritas como um todo. Sim, sou espírita, e faço trabalhos voluntários em um centro espírita. O centro que frequento cobra muito o estudo, da mesma forma que quem frequenta uma igreja precisa ler a Bíblia com frequência. Antigamente, eu lia muitos livros espíritas. Mas hoje, como meu tempo é muito menor, eu "prefiro" ler meus livros literários, e acabo negligenciando o estudo de obras espíritas que são importantes na comunidade da qual participo. Mas é claro, eu sei que essa situação não pode continuar.


4- "Vem comer, senão esfria!"
Um livro que você leu logo que lançou.
Essa pergunta não tem erro! Eu geralmente também fico de fora dos lançamentos, porque prefiro comprar livros de autores que eu já conheça, ou esperar pelas opiniões de outros leitores. Ainda tem a questão financeira, que é um grande obstáculo para quem lê! Mas existe um livro que eu não quis esperar:
Ouvi falar de Caixa de Pássaros pela primeira vez na 4ª Turnê da Editora Intrínseca, quando o livro ainda era lançamento. Meu namorado ficou tão interessado, que comprei o livro para ele como presente de dia dos namorados. E assim que ele leu, eu corri pra ler também! Não me arrependi disso, e nem ele se arrependeu da leitura, pois o suspense dessa história não deixa ninguém parar de ler! E o medo que me deu, foi uma coisa de arrepiar!

5- "Você não é todo mundo."
Um livro que todo mundo odeia, menos você.
Por algum motivo que ainda não ficou claro para mim, muita gente não curte Paulo Coelho. E "não curte", no caso, é um eufemismo. Dizem por aí que ele (sic) "é escrevente e não escritor", "só escreve lixo, e nem vale a pena criticá-lo", e "não passa de um péssimo escrevinhador metido a guru". Eu não sou fã dele, nem nada do tipo. Li apenas dois livros, sem saber ainda sobre o enorme número de pessoas que não gostam dele. O que eu sabia, ora, é que ele é o escritor brasileiro que mais vende mundialmente. Ok, eu percebi que os livros dele são extremamente comerciais, com linguagem de muito fácil acesso, e que por isso despertam a curiosidade de muita gente, e até transformam pessoas em leitores. Acontece que muitos outros escritores escrevem do mesmo jeito, vendem milhões, e não vejo gente falando da mesma forma sobre eles. Li o livro Brida na maior inocência, e gostei da narrativa, da história e teor místico, esotérico. Com o livro Verônika decide morrer, a experiência também foi boa. Então é isso, muita gente "odeia" Paulo Coelho, mas eu li dois livros dele e gostei muito!

6- "Quantas vezes eu já disse para não fazer isso?"
Um personagem que mais te irritou e fez burrada 
E o prêmio de personagem que mais fez papel de trouxa vai para... Nora Grey, é claro! Eu li os livros da saga Hush Hush entre 2012 e 2013, numa época em que estava me despedindo dos romances para adolescentes, e me abrindo para conhecer novos estilos, em especial as temáticas adultas (e com isso, não quero dizer +18!). Gostei muito da saga, o enredo e a mitologia são muito bons, e (alguns d)os personagens também. Mas eu simplesmente não conseguia aprovar as atitudes da Nora. Ela estava sempre agindo por impulso, principalmente quando tinha ciúmes do Patch, e eu ficava muito irritada com isso.




7- "Não, quando digo não é não!"
 Um livro que você não lerá, não importa o quanto as pessoas falem bem.
Você com certeza deve estar se perguntando: "Mas alguém por acaso fala bem desse livro?". Acreditem, tudo é possível nesse mundo! Já vi pessoas falando que Morri para viver, da Andressa Urach, é uma prova de como (sic) "se entregar a Deus pode salvar a vida de uma pessoa", e de como o depoimento dela "mostra o quanto Deus é misericordioso com todos nós". Ok, ela se converteu, passou a se sentir bem consigo mesma, e decidiu escrever uma autobiografia. Beleza. Sei que muita gente se interessou pelo livro por conta desse teor religioso, e o meu problema com ele não é esse. O fato que me leva a dizer que jamais leria esse livro ou qualquer outro no mesmo estilo, é que vida de gente famosa simplesmente não me interessa! Eu poderia, é claro, ler uma biografia de alguma personalidade da história, ou de algum cantor ou escritor consagrado mundialmente, caso considere que a pessoa foi importante de alguma forma. Mas a biografia de uma sub-celebridade, escrita com teor comercial e repleta de revelações sórdidas que não interessam a ninguém, jamais fará parte da minha estante.

8- "Não mente para mim!"
Um personagem mentiroso ou um personagem que te enganou direitinho.
Escrito por Tilly Bagshawe recriando a narrativa de Sidney Sheldon, Anjo da escuridão é uma trama genial daquelas faz a gente não querer largar o livro enquanto não termina! Vou tentar explicar quem é o personagem mentiroso, sem dar spoilers. A história gira em torno de uma série de assassinatos extremamente cruéis de homens ricos e velhos casados com mulheres jovens e bonitas. A esposa sempre é estuprada, e ao herdar a herança, elimina qualquer suspeita doando a fortuna para a caridade. Todos esses crimes são cometidos por um assassino terrível e uma mulher muito bonita, que estão sempre um passo à frente do detetive Danny McGuire. O personagem mentiroso é o tal assassino, que além de muito inteligente, é um grande manipulador.

9- "Coração de mãe não se engana."
Um livro que te conquistou pela capa e a leitura foi melhor ainda.
O que dizer sobre a capa de Fallen? Quando vi essa capa na estante de uma livraria, minha curiosidade foi automaticamente despertada. Peguei um exemplar, li o resumo, e parti para as primeiras páginas. Logo logo, o prólogo estava lido, e eu insisti com meu pai até que ele comprasse. Naquela época, eu tinha 13 anos e estava no auge da leitura de romances de fantasia para adolescentes. É claro que hoje eu tenho uma visão diferente sobre essas histórias, mas na época, foi uma experiência incrível, e eu literalmente devorei o livro, chegando a relê-lo várias vezes! Fui terminar de ler a série só aos 15 anos, e não me arrependi de ter comprado o primeiro.

10- "Come só mais um pouquinho."
Um livro que te fez dizer: vou ler só mais um pouquinho.
Esse com certeza é As esganadas, do Jô Soares! Trata-se de um romance policial ambientado no fim da década de 1930, no Brasil. O assassino é revelado logo de cara, juntamente com seu motivo para matar. Só vou dizer aqui que se trata de um homem que odeia a própria mãe e que utiliza métodos muito peculiares para matar, e todas as vítimas são mulheres gordas. E para completar, o investigador do caso é um personagem retirado de um poema de Fernando Pessoa. O livro é simplesmente imperdível! Eu comecei essa leitura num fim de tarde, e terminei no dia seguinte, perto da hora do almoço. A narrativa era tão boa, os personagens tão divertidos, e o mistério tão envolvente, que eu não conseguia parar de ler! Até hoje me arrependo de ter lido assim tão rápido, e morro de vontade de comprar um exemplar pra mim, para poder repetir a leitura quantas vezes eu quiser, já que peguei emprestado para ler.

11- "Tá chorando sem motivo por quê? Peraí que eu vou te dar um motivo pra chorar!"
Um personagem chorão, que te fez raiva
 Como eu não quero simplesmente repetir a mesma resposta que a Lívia colocou no post dela, acho que não vou ter nada para colocar aqui. Eu não consigo me lembrar de algum outro personagem que chore o tempo todo, e por isso vou deixar essa aqui em branco.

12- "Quantas vezes vou ter que repetir?"
Um livro que você teve ou terá que reler para entender melhor.



Acho muito, mas muito ruim mesmo ficar sem terminar um livro! E pior ainda, ficar com uma impressão negativa, ou falar mal de algo, sem saber direito do que estamos falando. Até comentei isso na resenha! Quando li O etéreo ser de carbono pela primeira vez, fiquei sem entender muitas coisas. Mas na segunda leitura, pude compreender melhor muitos trechos e referências, e até passei a gostar mais do livro! Ainda estou planejando uma terceira leitura, para melhorar ainda mais!

13- "Não fez mais que sua obrigação!"
Um livro que você só leu por obrigação.
Me lembro de ter lido vários livros por obrigação, por causa dos estudos. Acontece, que acabei gostando de todos eles ao longo da leitura, ou quando cheguei ao final. É claro que no começo eu encarava como algo ruim e desmotivador, mas no fim eu sempre gostava! Então, vou ficar devendo essa resposta também.

14- "Coração de mãe sempre cabe mais um!"
Os três próximos livros que você está louco pra comprar.




Não consigo nem expressar direito o quanto eu quero ler esses três livros! Acho que vou comprar pelo menos um deles em janeiro!









15- "Isso, quebra mesmo. Não foi você quem pagou!"
Um livro que você emprestou e voltou irreconhecível.
Ninguém nunca, jamais, estragou um livro meu. Eu já danifiquei livros de outras pessoas (meu gato, com a patinha suja de lama, já manchou uma página; eu já derramei água em um outro livro), mas nada que exigisse a compra de outro exemplar. Então vou contar sobre uma outra coisa tão decepcionante quanto: um livro que eu emprestei e jamais foi devolvido! Eu amo o livro Os 13 Porquês de todo o meu coração, e emprestei para uma colega na melhor das intenções, pois ela estava fazendo um trabalho da escola sobre bullying, e essa é uma das maiores temáticas do livro. Acontece que ela leu vagarosamente, depois emprestou pra irmã, e eu, sem querer ser a chata que fica cobrando, decidi dar um tempo. Quando me lembrei de cobrar, ela disse: "Mas que livro? Eu já devolvi os livros que você me emprestou." (estava se referindo a outros, que eu tinha emprestado antes). E assim, um dos livros que mais amei em toda a vida foi perdido para sempre. Eu ainda pretendo comprar outro exemplar!

Enfim, essa foi a TAG. Segue abaixo a lista das pessoas que eu indico para continuar respondendo:

Erica Oliveira, do Tudo que eu Li
Daniel, do Leitura com o Dan
O blog No Mundo das Letras 
Ludmila Cabral, do Tons de Leitura 
O blog Damas Literárias
O Paulo Henrique, do A Culpa é dos Livros 
Tainan Generoso, do Eu curto literatura 
Ketelyn Oliveira, do Livros Para o Chá

 Se você foi um dos indicados, não deixe de responder às perguntas, e depois comentar aqui deixando o link do post para que eu possa ler também! Se você apenas veio visitar o post, mas também tem um blog e ficou interessado em responder, faça a mesma coisa! Eu vou adorar conhecer as respostas de todos!

Por: Lethycia Dias


Segundo a Wikipédia, senso crítico é "a capacidade que um indivíduo tem de criar sua própria opinião, independente do senso comum". Em outras palavras, significa pensar por conta própria e desenvolver suas ideias, sem se deixar envolver por aquilo que as pessoas acreditam de forma generalizada. O slide abaixo explica muito bem a diferença entre os dois:



Para quem gosta de ler, o senso crítico costuma ser desenvolvido de forma natural ao longo do tempo. Começamos de forma ingênua, lendo aquilo que consideramos mais fácil e prazeroso. Com o tempo, vamos amadurecendo e nos adaptando a outras formas de texto, e com isso, passamos a refletir com mais frequência sobre aquilo que lemos. Passamos a questionar, duvidar, fazer comparações, e tudo isso é muito bom. Mas por que isso é tão importante? Vou explicar como eu entendo a questão.

Consideremos uma série de livros muito popular hoje em dia, que provavelmente deve ter despertado o gosto pela leitura em muitos jovens: a saga do Harry Potter. Prometo que vou tentar falar sobre a história sem dar spoilers.

Uma pessoa que lê os livros de J. K. Rowling levando em conta apenas a diversão e emoção proporcionada pela história, vai, obviamente, se comover com o fato de Harry ser órfão; se encantar com o mundo da magia e a escola de Hogwarts; se divertir com a amizade entre Harry, Rony e Hermione; e ainda vai passar por muitos momentos de tensão conforme passa a compreender melhor a batalha contra a magia das trevas, e é claro, contra Lord Voldemort. Isso pode acontecer com qualquer que decida ler todos os livros, ou apenas ver todos os filmes. Entretanto, algo diferente vai acontecer com aquele que já tem um senso crítico desenvolvido.

Com essa pessoa, vão acontecer outras coisas ao longo da história:

  • Ela pode se dar conta de que o ódio de Voldemort e seus seguidores pelos trouxas, e seu desejo de subjugá-los e destruí-los é muito semelhante ao que acontece no nosso mundo, com o fundamentalismo religioso, o racismo, a xenofobia, e outras formas de preconceito levadas ao extremo. Pare um pouco e pense: é ou não é parecido?
  • Ela pode perceber o tamanho da consciência social e política de Hermione. Ela não é apenas uma garota estudiosa. Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, por exemplo (estou falando apenas do livro), ela cria a Fundação de Apoio à Libertação dos Elfos-Domésticos (F.A.L.E.), ao descobrir que quem realizava a maior parte dos serviços de cozinha e limpeza em Hogwarts eram os elfos. Eles não sofriam maus-tratos tão terríveis como Dobby nas mãos de Lúcio Malfoy, mas ainda assim trabalhavam de forma escrava. Sensibilizada, ela fez de tudo para poder libertá-los, embora eles não quisessem ser libertos.
  • Uma pessoa com bom senso-crítico poderia associar a Ordem da Fênix e a Armada de Dumbledore com várias espécies de movimentos sociais que surgiram em meio a governos autoritários. O movimento estudantil, durante a Ditadura Militar no Brasil, seria um bom exemplo para comparação. Um grupo de pessoas que possuíam ideais diferentes dos que eram valorizados pelo grupo hegemônico, se encontrando de forma secreta para se unir em prol de um objetivo em comum.
Esses são apenas alguns exemplos de conexões e associações que se pode fazer durante a leitura de um livro. Citei o Harry Potter como exemplo, por ser uma saga extremamente popular, e por conter os elementos de que eu necessitava para exemplificar o que dizia. Entretanto, poderíamos pensar em muitos outros livros, como o clássico distópico 1984, ou vários dos livros do escritor brasileiro Erico Verissimo, que estão sempre repletos de críticas e reflexões sociais, políticas e históricas.
O leitor com senso crítico saberá como identificar situações que nas histórias fictícias podem fazer referência a situações reais, fatos históricos, grupos de pessoas que existem na realidade, acontecimentos importantes no nosso mundo. Saber realizar esse tipo de reflexão é importante para a formação cultural e social de qualquer, e a leitura com certeza proporciona uma grande contribuição neste sentido.


O que você acha? Conhece mais algum livro de ficção que podemos utilizar para pensar criticamente sobre a realidade? Não deixe de comentar citando o título e o autor, para que eu e os outros leitores possamos conhecer também!

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Referências bibliográficas:
WIKIPÉDIA. Senso crítico. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Senso_cr%C3%ADtico>. Acesso em: 12/12/2015


Cinco anos atrás, quando eu era uma adolescente que não precisava fazer muito esforço para tirar notas altas na escola e tinha muito tempo de sobra, comecei a sofrer de insônia. Na época, esse não era um problema tão grande. Eu tinha só 13 anos, estava na sétima série, e aquilo não era um problema tão grande. Eu apenas não gostava de permanecer acordada enquanto todo mundo estava dormindo, e para me ocupar madrugada adentro, eu lia. Acendia a luz e, deitada na minha cama, lia até sentir sono suficiente para poder enfim dormir. Eu me lembro de ter lido A menina que roubava livros, um volume de 500 páginas, em cerca de cinco dias. E isso não atrapalhava meus estudos, não me deixava cansada, não prejudicava meu dia-a-dia. Me deixava feliz, e meu registro na biblioteca da escola contava com uma longa lista de empréstimos.
Hoje, aos 18, estudo numa Universidade Federal que me exige muita dedicação e esforço. Preciso fazer muitas leituras, e agora estou fazendo disciplinas práticas, para as quais tenho que produzir todas as semanas. Estou participando de um programa de rádio, que compromete meus sábados. Realizo trabalhos voluntários no centro espírita que frequento, o Centro Espírita Doutor Marcelo. Além disso, sou uma pessoa como qualquer outra, e tenho namorado e família, que também geram compromissos. Logo, hoje tenho muito mais responsabilidades do que naquela época.
Continuo tendo insônia. A diferença é que nos últimos cinco anos já procurei diversos métodos diferentes para tentar dormir mais rápido, já não dá mais pra ficar uma ou duas horas lendo no meio da madrugada. Apesar de nunca ter procurado um médico para tentar descobrir a razão do problema (ansiedade? Distúrbios do sono? Preocupação? Estresse?), tenho alguns métodos genéricos, como ouvir música e acender um incenso, para relaxar. E faço isso, porque já não posso abrir mão das minhas preciosas horas de sono. A vida já não é como aos 13 anos, e eu faço inúmeras coisas durante um só dia. Acordo muito cedo, e sempre vou dormir mais tarde do que devia. Por isso, cada minuto de descanso é precioso, e a insônia hoje é uma das minhas grandes inimigas.

A grande quantidade de obrigações e responsabilidades que tenho hoje nem pode ser comparada àquelas que eu tinha cinco anos atrás. Naquela época, eu só precisava ir ao colégio de tarde, e ir ao curso de espanhol duas vezes por semana de manhã. Eu não tinha dificuldades nem na escola e nem no curso, e tinha muito tempo livre. Por isso, naquela época eu conseguia ler dois livros pequenos por semana, e deixava a bibliotecária da escola "doida" quando ela me dava uma indicação e leitura, e eu respondia "Já li esse". Foi por isso que naquela época eu contribuí para que minha turma fosse premiada na gincana do ano como a turma que pegava mais livros emprestados. E é claro, foi por isso que eu fiquei conhecida como a "devoradora de livros".
Hoje, com todos os meus compromissos, as exigências da faculdade, a leitura de textos acadêmicos, os fichamentos, a produção de textos jornalísticos e roteiros de rádio, os passeios com o namorado e os compromissos comuns em família, eu não consigo manter o mesmo ritmo de antes. Ler de madrugada se tornou impossível!
Para falar a verdade, quando eu mais leio é dentro do ônibus, a caminho da faculdade ou de qualquer outro lugar para onde eu tenha que ir. Já falei isso em vários outros posts por aqui, e quem acompanha o blog deve se lembrar.
Eu costumo anotar todos os livros em listas anuais, para não esquecer. Olhando as listas mais antigas, notei que algumas contém duas páginas preenchidas na frente e no verso. Comparei com a lista do ano de 2015, e notei a diferença. Essa tem apenas uma página, com algumas linhas em branco no lado da frente.
Bom, é claro que sei minhas responsabilidades atuais contribuem para o meu desenvolvimento na vida adulta, e que continuarei tendo diversas obrigações a cumprir durante a vida, que exigirão mais ou menos tempo e dedicação em cada fase diferente. Sei também que não posso viver só de leituras (embora eu queira muito isso), mas sinto falta de ler tanto quanto naquela época.
É uma nostalgia alegre, que eu gosto de ficar reproduzindo na minha mente. A biblioteca da escola, tão espaçosa, com tantas estantes, tantos livros de qualidade, com suas meses para fazer trabalhos, seu sofá e poltronas com almofadas tão confortáveis, a bibliotecária mais simpática que já conheci. Todos os intervalos cujo tempo rapidamente se esvaiu enquanto eu sonhava acordada naquela sala, escolhendo o próximo livro que leria vão deixar saudades eternamente, e sei que não vão voltar.

Bem, eu aproveitei o quanto pude aquela época! Hoje, o jeito é fazer o possível para organizar meu tempo, nem que eu demore semanas com um livro só. Mas jamais abandonarei minha paixão!

"Vida de adolescente não é moleza e isso não é segredo! Leo que o diga. Hospedado na casa da avó Helena, enquanto o pai estava trabalhando na Europa, ele andava cansado da rotina, entediado com tudo. Foi salvo pela música. A sorte grande chegou em caixas de discos de vinil que Leo ganhou de presente. Claro que você deve saber que vinil é aquela espécie de plástico que antigamente se usava para prensar discos. Antes dos CDs e das músicas disponíveis via internet, todo mundo comprava os chamados long plays, algo como bolachões pretos lotados de música. Pois Leo se viu diante de um monte deles e os colocou para rodar, descobrindo um pretexto para lá de especial para reunir os amigos, conquistar garotas e entender melhor o pai e a família. Dos Beatles ao Legião Urbana, as combinações se juntaram numa trilha sem igual, com muito rock and roll. A vida de Leo nunca mais foi a mesma. E, se aconteceu com ele, pode acontecer co você também. Leo encontrou as caixas de música e você acaba de encontrar o Leo. Pelo visto, uma sorte puxa outra. Portanto, curta essa aventura, aumente o som e prepare-se porque isso aqui é só o começo! Se você achava que esse barulho todo ia parar por aqui, errou feio! Este é o primeiro volume da coleção Trilhas: uma viagem musical. Depois de muito rock and roll, Leo vai experimentar novos lugares e ritmos, e tudo indica que você já está dentro, como convidado dessa história!

Autor: Ricardo Prado
Gênero: Infanto-juvenil
Número de páginas: 166
Local e data de publicação: Rio de Janeiro, 2009
Editora: Casa da Palavra

Uma aventura musical


Como na maioria dos livros deste gênero, em Leo e as caixas de música nós temos acesso a um protagonista com quem todos que somos jovens vamos nos identificar prontamente: Leo é um adolescente que gosta de ouvir música, sair com os amigos, e tem grandes dificuldades para compreender seus pais. Isso não é novidade pra ninguém, certo? Certo. Mas temos aqui alguns elementos que o diferenciam de muitos outros livros com protagonistas adolescentes, que eu li até enjoar quando era mais nova.
Indo ao cinema com meu namorado, por acaso passamos por um daqueles mercados que ficam na parte interna dos shoppings, e lá dentro, bem na entrada, encontramos duas cestas enormes repletas de livros, todos custando apenas dez reais. Não dava pra deixar de aproveitar aquela promoção! Eu tratei de parar ali na frente para procurar por algo que me interessasse. E entre as escolhas que nós dois fizemos naquele dia, lá estava Leo e as caixas de música, um livro do qual nunca tínhamos ouvido falar, mas que decidimos comprar e ler porque, lendo o comentário de Ana Maria Machado na parte de trás, acreditamos que a história se tratava de música - especialmente de rock. Nós o compramos com empolgação, junto com outros volumes que nos interessaram. E foi uma ótima escolha!
Leo é um adolescente de família rica no Rio de Janeiro, no ano de 1989. Seu nome na verdade é Leopoldo Armando Toledo de Albuquerque Paranhos, Abneto. Ele vem de uma família de embaixadores, na qual todos os filhos recebem o mesmo nome, em homenagem a um ancestral que viveu na época do Brasil Império. O segundo nome seria uma homenagem ao seu padrinho, conforme a tradição. Ele odeia esse nome enorme, e também essa tradição de família esquisita. E não se dá muito bem com seu pai: Leopoldo Henrique parece um homem extremamente formal e um tanto autoritário, sempre cobrando responsabilidades e formalidades demais.
Além disso, os pais de Leo viajaram para Praga, a capital da República Checa, onde o pai dele representará o Brasil, pois é embaixador. Ele está chateado por ser "deixado para trás", para terminar o ano no colégio. Até o fim desse ano, ele ficará morando com sua avó Helena, de quem ele gosta muito. O grande acontecimento que dá razão a toda a história do livro é o dia em que Helena decide dar de presente a ele a grande coleção de discos que ela fez e que mais tarde seu filho ampliou. Eram caixas e mais caixas repletas de LP's, e muitos deles vinham acompanhados de fichas escritas pelo pai de Leo, contendo informações e comentários sobre cada disco, além de conexões estabelecidas com outras bandas, discos e músicas. Leo fica impressionado com aquilo, e resolve começar uma série de reuniões com seus melhores amigos da escola, para que todos pudessem ouvir boa música e conhecer mais sobre tantas bandas legais das quais eles não sabiam quase nada. A partir daí, ele conhece um mundo completamente novo!
Através dessas reuniões, ele se diverte muito com os amigos, conhece muita música boa, e o melhor de tudo: descobre que seu pai não era um cara tão chato quanto ele acreditava! Lendo as anotações nas fichas relativas a cada álbum, ele descobre uma pessoa diferente na figura do pai quando jovem, e assim, consegue desenvolver um afeto por ele, mesmo a distância.

"Eu estava fascinado. Minha sensação é de que aquelas caixas que Helena trouxera
criaram um vínculo de mistério, e de verdade,
entre mim e um momento de história, revolução e rock and roll."

Este se trata de um livro relativamente simples, escrito para crianças e adolescentes, com linguagem fácil e grande quantidade de diálogos, usando até mesmo gírias da época. É também uma história curta, com pouco mais de 150 páginas, que pode ser lida em um ou dois dias, e que eu só levei uma semana para ler porque sou uma universitária procrastinadora.
É narrado em primeira pessoa, como é muito comum vermos em livros com protagonistas adolescentes, ou escritos para adolescentes. A história acontece rapidamente, e parece que tudo acontece em apenas alguns dias. A parte especial é que o livro foi escrito como se tivesse sua própria "trilha sonora", pois vários trechos marcantes são pontuados com trechos de músicas nacionais ou internacionais, algumas muito conhecidas, outras nem tanto. Por isso, esse é um livro perfeito para quem ama música e quer saber mais sobre algumas bandas como os Beatles e os Rolling Stones, ou apenas conhecer mais músicas. Essa foi a parte que mais me encantou!
Um ponto importante que devemos observar no livro são as características da época. Na época do Leo não existia internet, e ele sequer tinha computador. Para ouvir música, as pessoas compravam discos de vinil em lojas; para se comunicar com os amigos e conhecidos, escreviam cartas, ligavam pelo telefone fixo ou faziam uma visita; para fazer pesquisas, era preciso frequentar bibliotecas e ler muitos livros (o que você faria da sua vida sem o Google?); e mais uma série de outras coisas. As pessoas se vestiam e se comportavam de formas diferentes, e só as pessoas mais ricas tinham televisão. Além disso, o ano no qual a história se passa era 1989. Havíamos acabado de sair da Ditadura Militar, e a nossa atual Constituição existia há apenas uma ano. Era naquela época que bandas como a Legião Urbana estavam se consolidando e ganhando espaço no cenário nacional. É sem dúvidas uma época muito distante da nossa, e também muito interessante!
As discussões sobre música e as histórias das bandas e do rock and roll recontadas ao longo do livro são muito ricas, e contadas de forma simples e divertida. Para mim, a melhor parte foi quando falou-se sobre o festival e filme Woodstock, do qual eu não sabia absolutamente nada.
O livro faz parte de uma série chamada Trilhas: uma viagem musical, e o final deixa bem claro que existe continuação. Eu não sei se pretendo continuar, mas gostei muito de Leo e as caixas de música. As páginas inicias do livro falam a respeito de um site onde estariam disponíveis em áudio todas as músicas citadas do livro. Entretanto, tentei visitá-lo várias vezes e não consegui. Por isso, acredito que ele já não deve mais existir, e que quem quiser ouvir as músicas, deve buscá-las por conta própria.
Eu, que já ouvia várias das bandas citadas no livro, mas que não conhecia muito de suas histórias, gostei muito da leitura, que foi algo leve e divertido depois de todo o tom de seriedade de Uma Tragédia Francesa. Recomendo este livro para todos que amam música, que querem conhecer melhor a época descrita, ou que simplesmente estão procurando uma leitura simples, divertida e leve.

Aspectos positivos: boa ambientação da época; a história das bandas e do festival Woodstock é contada de forma simples e divertida, sem causar confusão; as citações de trechos de músicas tornam a leitura interativa, convidando o leitor a ouvir.
Aspectos negativos: não é possível acessar o site para ouvir as músicas descritas no livro.

Estou em falta com os posts das Dicas de Português e Escrita há muito tempo, e foi por isso que dessa vez fiz um esforcinho para preparar um post dessa sessão incrível que atrai sempre mais leitores para o blog!



Há alguns meses, eu escrevi para vocês sobre as diversas funções da palavra que, uma das mais utilizadas no nosso idioma. Visitando o post linkado, você vai descobrir o quando o que é importante na Língua Portuguesa, mas hoje nós vamos falar sobre situações nas quais ele pode (ou deve) ser dispensado, a fim de melhorar qualidade e sonoridade do texto.
Como vimos no post citado acima, uma das funções desta pequena palavra é a de pronome relativo. Isto significa que em alguns momentos ele desempenha a função da palavra que é colocada para evitar a repetição de um elemento já presente na frase. Vou explicar melhor como isso funciona!

Observe a frase As roupas que me deram são de um gosto duvidoso, e perceba a presença do que.
Essa frase na verdade é o resultado da junção de duas outras. Nós não percebemos, porque já fazemos isso automaticamente, mas se os pronomes relativos não existissem, ela seria assim:

Me deram roupas. As roupas são de um gosto duvidoso.

Percebeu como a frase se torna muito mais prática ao usarmos um pronome relativo para transmitir duas informações em um período só? Até a leitura se torna mais fácil! Pois bem. Essa é a função do que como pronome relativo.


Há casos, entretanto, nos quais a palavra que, como pronome relativo, não é necessária e deve ser cortada da frase! Seu uso excessivo pode prejudicar a coesão de um texto, conforme observamos no parágrafo abaixo:
"A disponibilidade é requisito primeiro para que o trabalho ocorra. Esta é atitude que se espera na relação aluno-professor. O primeiro, disposto à ação, que é o aprendizado, a partir dos estímulos que recebe. E das críticas também. O outro, atento a observar o que individualiza seu aluno, o que caracteriza: seus modos e linguagem. Sem que isso ocorra, nota-se que é impossível instaurar ou prosseguir o processo, pois esse método de ensino só é possível quando particularizada a relação aluno-professor."

Percebeu como o texto está repetitivo e difícil de ler? Só existe uma frase que pode descrever um texto assim:




É claro que nem todas as ocorrências da palavra que neste parágrafo são de pronomes relativos. Entretanto, é possível substituí-lo por outras palavras. Veja o mesmo texto editado:
"A disponibilidade é requisito primeiro para que o trabalho ocorra. Esta é a atitude esperada na relação aluno-professor. O primeiro, disposto à ação, ao aprendizado, a partir dos estímulos recebidos. E das críticas também. O outro, atento a observar a individualidade de seu aluno, suas características: seus modos e linguagem. Sem que isso ocorra, nota-se a impossibilidade de instaurar ou prosseguir o processo, pois este método de ensino só é possível quando particularizada a relação aluno-professor."

Notou a diferença? Vamos ver agora algumas formas bem fáceis de eliminar o excesso de ques no texto!

Reduza o número de "ques" do seu texto!


Seguem abaixo quatro formas bem práticas de não abusar dessa palavrinha tão repetida aqui no post de hoje! Mas é importante que você se lembre de uma coisa: isto não significa que você precisa parar de usar a palavra que, pois ela é uma das mais importantes no nosso idioma, e desempenha diversas funções. Existem casos em que você deve evitar o exagero, mas há momentos em que é impossível não usá-la! (Observe quantas vezes eu a usei apenas nesse post).

1- Substitua a oração adjetiva por substantivos seguidos de complementos:
O jornalista que redigiu a reportagem sobre as eleições presidenciais foi bastante tendencioso.
O jornalista, autor da reportagem sobre as eleições presidenciais, foi bastante tendencioso.

2- Substitua por adjetivos:
Trata-se de um político que não é honesto.
Trata-se de um político desonesto.

3- Substitua a oração desenvolvida por uma oração reduzida de gerúndio:
Publicou-se um relatório que denuncia a corrupção no governo. (desenvolvida)
Publicou-se um relatório denunciando a corrupção no governo. (reduzida).

4- Substitua a oração desenvolvida por uma oração reduzida de particípio:
Soube-se da corrupção no governo através de uma reportagem que foi publicada pelo jornal.
Soube-se da corrupção no governo através de uma reportagem publicada pelo jornal.

Viu como foi fácil? Essas dicas foram super práticas, e com isso você pode reduzir frases, além de tornar sua escrita mais dinâmica e de melhor compreensão. E se por acaso a Sandra Annenberg falasse que assim é muito melhor, o Evaristo Costa não pensaria duas vezes antes de concordar. Esse post seria digno de um selo!


Então, se você conhece alguém que ainda usa você-sabe-qual-palavra o tempo todo, depois de ter lido esse post você vai ficar assim:


Por isso, não deixe seus amigos passarem vergonha! Compartilhe esse texto com todos eles!

Por: Lethycia Dias

Referências Bibliográficas:
MORAIS, Rubens Damasceno. Pronomes relativos e a coesão textual. Apostila utilizada na disciplina "Português: Redação e Expressão I", do primeiro período do curso de Jornalismo. Universidade Federal de Goiás.



Quem é que não gosta de sorteios? Creio que todo leitor que se preze já participou de inúmeros sorteios promovidos por editoras ou blogs, principalmente depois da criação do aplicativo Sorteie.me, no Facebook!

Eu mesma já participei de vários, sempre com aquela esperança de ser sorteada e receber em casa aqueles livros tão desejados! Já ganhei dois sorteios de marcadores, e procuro sempre participar quando o prêmio me interessa!

O Loucura Por Leituras está próximo de completar um ano! Nosso primeiro post foi no dia 19 de dezembro, o layout era outro, eu tinha muito pouca experiência, e sequer imaginava que continuaria postando por tanto tempo, levando tão a sério e me dedicando muito! Hoje, estamos com 20 seguidores, e recebemos um número até agradável de visitas e comentários por dia. E eu simplesmente amo tudo isso! E estou falando sério: o blog não seria nada sem você que visita e comenta! São vocês que me incentivam diariamente!

Por causa de tudo isso, decidi começar um sorteio de aniversário. O sorteio foi lançado ontem (03/12) na fanpage do blog, que você pode acessar clicando aqui. Vou reproduzir abaixo as principais informações a respeito, para que você já fique sabendo de tudo!

Serão sorteados 15 marcadores de página (inclui 6 marcadores exclusivos da 4ª Turnê da Editora Intrínseca) + 1 placa para porta "Faça silêncio enquanto eu leio!"

Para se inscrever no sorteio, clique no link abaixo:


Apenas uma pessoa será sorteada, no dia 19/12/2015, às 18h.


Regras do Sorteio:

Para participar do sorteio, é preciso:
- Curtir a página do blog Loucura Por Leituras;
- Marcar seus amigos nos comentários;
- Compartilhar publicamente a imagem de divulgação do sorteio;
- Ter endereço no Brasil.
Caso o vencedor não tenha cumprido com alguma das regras acima, outro ganhador será escolhido aleatoriamente.
A pessoa sorteada deverá entrar em contato informando seu nome e endereço completo através do e-mail lethyciadias97@hotmail.com em até 48 horas após o resultado. Caso contrário, outro vencedor será escolhido.
O blog Loucura Por Leituras tem até 30 dias para enviar o prêmio por Correio, para o endereço do vencedor. Não nos responsabilizamos por quaisquer danos ocorridos durante o processo de entrega!


Se você se interessou por esse sorteio, basta clicar nos links indicados aqui. Não deixe de seguir toda as regras indicadas acima, chame todos os seus amigos para participar também, e divirta-se!



Por: Lethycia Dias

"Uma tragédia francesa é o relato do drama da cidade francesa de Saint-Amand-Montrond, palco de um confronto tardio entre resistentes e milicianos que reproduz os derradeiros combates entre os exércitos aliados e alemães em 1944. Neste livro, construído e redigido como uma tragédia antiga, Tzvetan Todorov reconstitui om grande riqueza de detalhes um episódio da implacável guerra civil que fez os franceses combaterem a si mesmos. Segundo o autor, estes eventos "não mostram apenas o confronto de identidades abstratas - os "alemães", os "colaboradores", os "resistentes", os "civis" -, mas confrontam os próprios indivíduos uns aos outros, questionando assim sua responsabilidade pessoal." A forma da narrativa e os questionamentos éticos do autor conferem a Uma tragédia francesa um valor emblemático."

Autor: Tzvetan Todorov
Gênero: História
Número de páginas: 270
Local e data de publicação: Rio de Janeiro, 1997
Tradução: Alda Porto
Editora: Record

Uma guerra da qual não se fala


Como falar de um acontecimento histórico que todos parecem ignorar? Você certamente deve ter ouvido falar dos horrores da Segunda Guerra Mundial, mesmo que não goste muito de estudar História. Mas por acaso soube que durante a II Grande Guerra, ocorreu um confronto civil numa cidade do interior da França, a quase 300 quilômetros de Paris? Pois é, eu também não. E nem o autor deste livro conhecia essa História local, até o momento em que leu no jornal a respeito do aniversário de 50 anos de um massacre ocorrido na cidade de Saint-Amand-Montrond. A questão era: ele estava nos arredores da cidade; e além disso, ele viajava com frequência para aquela região da França havia 20 anos, e nunca ouvira falar de tal acontecimento. Sua curiosidade com aquilo foi tão grande, que ele se aprofundou nas pesquisas até encontrar relatos dos Arquivos Nacionais, Arquivos Departamentais, e relatos de habitantes locais acerca do ocorrido.
Uma Tragédia Francesa é o relato da guerra civil que aconteceu no verão de 1944 em Saint-Amand-Montrond, uma cidade de cerca de 10 mil habitantes. Para compreender bem o livro, precisei fazer algumas pesquisas de contextualização. E vou descrever abaixo o que levantei em artigos da Wikipédia:
A França estava ocupada pelos alemães desde 1940, quando houve sua rendição. O chefe de governo da época era o Marechal Pétain, cujo nome é citado várias vezes ao longo do livro através do adjetivo "petainista", designado para aqueles que o apoiavam; ele incentivava que os franceses "colaborassem" com os alemães, o que foi chamado de "Colaboracionismo". Este governo, chamado "França de Vichy" ou "governo fantoche", era na verdade exercido pelos alemães ocupantes. Em oposição a isso, foi criada na mesma época a Resistência Francesa, formada por pessoas que não aceitavam a submissão do Estado francês à Alemanha. Mais tarde, a Milícia Francesa foi criada pelo próprio Estado para coibir a Resistência; era uma organização política e paramilitar, de caráter autoritário, anticomunista, antissemita e fascista, que denominava os resistentes como "terroristas". A França permaneceu ocupada até o ano de 1944. (Ver: Referências Bibliográficas).
É nesse contexto que se desenrolam os acontecimentos reconstituídos neste livro, a partir do momento em que agentes locais da Resistência decidem invadir a cidade de Saint-Amand-Montrond e expulsar os alemães. Tudo o que se segue acontece em como consequência das ações anteriores praticadas tanto pela resistência, quanto pelos milicianos, alemães e pela população civil. A libertação da cidade não acontece de uma hora para a outra, como esperavam os resistentes. Os milicianos revidam de várias formas, abusando de autoridade e violência. O livro é o resultado de relatos de vários habitantes da cidade, resistentes, milicianos e civis, além do que consta em documentos dos Arquivos Departamentais e Arquivos Nacionais. O autor faz as devidas referências bibliográficas, e ao final, republica o relato pessoal de René Sadrin, prefeito de Vichy, que colaborou nas negociações entre milicianos e resistentes e fez o que pôde para manter a segurança da cidade.

"Os eventos ocorridos em Saint-Amand-Montrond, que se repetiram em muitas ouras cidades francesas, servem de pretexto para Tzvetan Todorov construir uma reflexão a respeito da razão pela qual eles foram relativamente apagados da memória local. Uma tragédia francesa é uma prova que a memória coletiva lida mal com as complexidades da História."

O livro é estruturado como uma obra de dramaturgia. No caso, uma tragédia, daí o o título. Vou destacar a seguir o trecho em que Todorov faz essa comparação: "Para mim, em todo caso, alguma outra coisa tornava os acontecimentos de Saint-Amand particularmente impressionantes. Eu não conseguia me livrar do sentimento de que alguém havia concebido e articulado todas aquelas ações, à maneira de um autor de tragédia. [...] era uma tragédia inconteste [...] o mal resultava do próprio bem e parecia inevitável.".
Como um livro de História, Uma tragédia francesa utiliza a linguagem formal, apesar da presença de expressões populares em alguns trechos. A investigação de Todorov foi detalhada o suficiente para que alguém que não conheça muito da França possa compreender o que se conta no livro, e minha necessidade de pesquisar foi pelo fato de estar lendo um livro que seria resenhado. Em vários trechos, ele se utiliza de citações dos relatos originais publicados na época, todos devidamente descritos nas referências do livro. Tais citações são complementos daquilo que ele relata, e até mesmo maneiras de melhor expressar determinados acontecimentos.
A escrita do autor é muito precisa. Ao mesmo tempo em que reconstitui os acontecimentos, ele os analisa do ponto de vista ético e crítico, e em alguns pontos é comicamente irônico. Certos trechos (que tive a necessidade de sublinhar, pois pretendo fazer um vídeo com as melhores citações deste livro) me impressionaram. O sarcasmo do autor deu um tom de leveza e humor em momentos de extrema tensão, o que varia bastante o ritmo da leitura tornando-a muito mais interessante, fazendo-a ir além do seu caráter histórico.
Quanto ao relato de René Sadrin, reproduzido após as referências bibliográficas, é um texo tpessoal, que não possui o mesmo caráter preciso do texto de Todorov. Serve de complemento, visto que descreve em detalhes todo o processo das negociações a respeito dos reféns. Entretanto, não constitui uma narrativa tão rica e precisa quanto a da reconstituição que a precede.
Tzvetan Todorov, búlgaro radicado na França, parece ter recebidos a história insólita de Saint-Amand em suas mãos, quando leu sobre o massacre de cinquenta anos atrás. Se ele não estivesse lá naquela data, se não tivesse lido aquele jornal, se não tivesse buscado com tanto afinco as raízes daquele conflito, nós provavelmente não o conheceríamos. A tragédia de Saint-Amand teria passado despercebida, como tantos outros massacres do século XX que ignoramos até hoje.
Este é um livro complexo, é claro, de leitura difícil, que exige muita atenção. Entretanto, eu o recomendo para todos que gostem de História, todos que sejam curiosos a respeito da Segunda Guerra Mundial (apesar de o livro não abordar a Guerra como um todo), e para todos que tenham se sentido incentivados a partir desta resenha.

Aspectos positivos: boa reconstituição dos fatos; escrita precisa e detalhada; citação de referências bibliográficas; comentários de grande valor ético.
Aspectos negativos: utilização frequente de diversas abreviações para nomes de órgãos da milícia, da resistência e do governo, que podem confundir o leitor.

Referências bibliográficas:
Milícia Francesa. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Mil%C3%ADcia_Francesa>. Acesso em: 01/12/2015.
Resistência Francesa. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Mil%C3%ADcia_Francesa>. Acesso em: 01/12/2015.
Colaboracionismo. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Colaboracionismo>. Acesso em: 01/12/2015.
Philippe Pétain. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Philippe_P%C3%A9tain>. Acesso em: 01/12/2015.
França de Vichy. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a_de_Vichy>. Acesso em: 01/12/2015.


A TAG hábitos de leitura é muito popular, e eu inclusive já a respondi no meu canal. Mas como texto é uma coisa e vídeo é outra, quando vi a Lívia Santana do nosso blog parceiro Check-in Virtual tinha me indicado, decidi participar. Além disso, eu vi que as perguntas para blogs eram diferentes das perguntas feitas para vídeos, o que foi um motivo a mais para responder.
E você pode ler todas as minhas perguntas agora mesmo!

1- Quando você lê? (Manhã, tarde, noite ou quando tem tempo):
Eu posso dizer que leio sempre que tenho tempo. Levo meus livros comigo para a faculdade, e sempre leio dentro do ônibus, tanto na ida quanto na volta. E sempre que saio para qualquer outro lugar, se for possível, levo um livro. Além disso, gosto de ler à noite, geralmente depois da janta. Ou então, leio em qualquer outro horário em que esteja livre.

2- Você lê apenas um livro de cada vez?
Geralmente, sim. Eventualmente, posso ler dois ao mesmo tempo (como ler o livro literário de minha preferência e ler também um livro exigido pela faculdade), mas procuro evitar isso. Porém, em certa ocasião, cheguei a ler três livros ao mesmo tempo: um de manhã, outro de tarde e outro de noite.

3- Qual seu lugar favorito para ler?
Gosto de lugares calmos e sem muito barulho, de preferência onde eu possa ficar sozinha.

4- O que você faz primeiro: lê o livro ou assiste o filme?
Já li muitos livros depois de ter visto o filme (várias vezes, inclusive). Aconteceu assim com Harry Potter, com As Crônicas de Nárnia, Coraline, Coração de Tinta, e vários outros. Mas quando comecei a perceber que ver o filme primeiro me deixava com expectativas sobre o livro, decidi evitar ao máximo assistir os filmes. Por isso, hoje estou com projeto de ler vários livros, e me segurando com os filmes. Um exemplo disso é a trilogia O Senhor dos Anéis.

5- Qual formato de livro você prefere? (livro físico, audio-book, e-book)
Sem sombra de dúvida prefiro os livros físicos! Nunca ouvi um audio-book, e tenho muita implicância com livros digitais, apesar de estar conseguindo me adaptar relativamente bem, por causa das leituras da faculdade. Mas sempre vou ter preferência pelos livros físicos.


E chegamos ao fim das perguntas! Essa TAG é muito divertida, e o legal e ver que cada pessoa sempre vai responder de forma diferente. Agora vou listar os blogs que indico:


Se você é um dos blogueiros indicados por mim, peço que volte aqui para deixar o link nos comentários, pois já estou curiosa para ler seus respostas! E se você apenas está visitando o blog e quer responder também, fique à vontade! Mas não se esqueça de deixar o link também!

E se você quiser ver o vídeo que gravei respondendo a uma TAG com o mesmo nome, porém com perguntas diferentes, basta clicar aí embaixo!



Por: Lethycia Dias

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