Confira!

Mais uma vez estou postando fora dos dias determinados, mas é porque esse post é especial. Tão especial, que não terá um texto muito comprido, e diferente dos outros, terá uma grande quantidade de fotos.

A etapa Goiânia da 4ª Turnê da Editora Intrínseca aconteceu no segundo piso da Livraria Leitura, no Goiânia Shopping. O evento vem ocorrendo em várias cidades do Brasil, e ainda acontecerá em Brasília, São Paulo, São Luís, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Porto Alegre, Aracaju, Belo Horizonte, Natal, Belém, Manaus e Rio de Janeiro.




Quando cheguei, a fila na porta da Livraria já era bem grande. O evento foi cheio do início ao fim.









A participação no sorteio foi garantida pelas pulseiras numeradas que foram distribuídas a partir das 14h. O número de pulseiras era limitado, e cada pessoa podia pegar apenas uma.



Em um telão, os apresentadores da equipe de Marketing nos falaram dos principais lançamentos da Editora este ano.




Após a apresentação e o sorteio, vários brindes foram entregues a todos.





Confira abaixo as datas da Turnê em outras cidades. Hoje (15 de março) o evento acontece também em Brasília e em São Paulo:

Se for preciso, clique na imagem para ampliar.

Outros detalhes do evento também estarão descritos no meu canal no YouTube, num vídeo especial.
O evento foi extremamente divertido, alem de ter sido uma boa oportunidade para fazer amigos, se reunir com mais pessoas que gostam de ler, e também adquiri livros, pois todos os livros da Editoria Intrínseca disponíveis na Livraria Leitura estavam com 20% de desconto! Espero que tenham gostado do post, e que tenham se interessado pelo evento em suas cidades. Até o próximo post!

Por: Lethycia Dias

Essa lista vai para quem conhece alguém que vive insistindo em ler as adaptações cinematográficas. Quando estiverem conversando com alguém assim e quiserem convencer a pessoa a ler os livros, aqui estão alguns bons argumentos!





1. Por razões óbvias, todo leitor que se preze dá muita importância as livros em geral. Se os amamos, não devemos desconsiderá-los;
2. "A história do livro se confunde, em muitos aspectos, com a história da humanidade". Os livros são uma invenção bastante antiga: muito antes de eles chegarem à forma que conhecemos hoje, as bibliotecas da Antiguidade continham centenas de textos e documentos escritos em tábuas de argila, no estilo sumério. Se seu desenvolvimento acompanha o próprio mundo, não devemos substituí-lo por uma arte tão recente quanto o cinema;
3. A leitura auxilia no raciocínio, na memória, na interpretação de textos, na ampliação do vocabulário e na própria escrita, além de trazer diversos conhecimentos. Qual é o filme que faz tudo isso ao mesmo tempo?
4. Até algumas décadas atrás os escritores eram vistos como grandes sábios. Se buscarmos as biografias de alguns autores dos grandes clássicos da literatura mundial, veremos que muitos deles eram também estudiosos e filósofos;
5. Um filme, por melhor que seja, dura pouco tempo. Os mais compridos duram, em média, duas horas e meia. Quando necessário, são divididos em partes. É possível que um filme seja mais emocionante do que um livro, por teros as imagens, ao inés de precisarmos imaginá-las. Além da trilha sonora. O livro, entretanto, ocupa mais espaço na vida de uma pessoa, tornando-se mais importante. Sua emoção pode ser prolongada por alguns dias, duas semanas, ou até mais de um mês, dependendo do ritmo de leitura de cada um;
6. Ter um livro hoje em dia é muito mais fácil do que há duzentos ou mil anos atrás. Durante a Idade Média, o Clero detinha todo o conhecimento produzido o Ocidente. Monges e padres eram os homens mais cultos na Europa, e livros só eram vistos em igrejas, mosteiros ou nos palácios dos reis. Aos camponeses, restava apenas uma vida de servidão e ignorância. Na Idade Moderna, os livros ainda eram artigos de luxo, pertencendo aos bem-nascidos e àqueles que haviam enriquecido com o capitalismo, e os escritores escreviam para agradar a alta sociedade. Atualmente, com a produção em série, as editoras publicam livros em grandes tiragens, diminuindo o preço, fazem também edições de bolso (ainda mais baratas) e reedições de livros antigos. Com isto e os clubes de livros e bibliotecas públicas, o acesso aos livros é muito maior;
7. Filmes baseados em livros nem sempre são fieis á obra original. Raramente nota-se a esma riqueza de detalhes do livro, e cenas são tiradas ou acrescentadas. As superproduções de cinema reduzem a popularidade dos livros, e é comum ouvir pessoas dizendo "Eu não sabia que existia o livro";
8. Apesar de o cinema ser também uma arte, os filmes baseados em livros desencorajam a leitura ("Por que ler, se posso ver o filme?"), e fazem com que muitas pessoas pensam que um livro só é bom se for adaptado para o cinema;
9. Os livros estimulam a imaginação. Várias histórias escritas para "crianças" encantam pessoas de todas as idades até hoje, principalmente por trazerem lembranças da infância;
10. Para que outras pessoas também admirem os livros, nós leitores, é que devemos incentivá-las. Por isso, não faz sentido preferir os filmes.

Como participante ativa em diversos grupos de leitores no Facebook, percebi várias vezes em outros leitores a tendência incômoda de rejeitar todo e qualquer livro publicado por escritor brasileiro. Muitos simplesmente não leem, mesmo sem saber do que se trata, desde o momento em que identificam o nome ou sobrenome do escritor. Considero essa uma atitude preconceituosa e imatura, e não aprovo de forma alguma que alguém faça isso. Dessa forma, vou enunciar alguns motivos para que nós possamos compreender por que a literatura produzida por aqui deve ser bem-vista, respeitada e até admirada por nós.




Em primeiro lugar, vou ressaltar que também leio livros escritos por estrangeiros. Não sou uma leitora xenofóbica. Como já afirmei em outras postagens, e também no vídeo "Me Conheça Melhor", do canal do YouTube (que comecei recentemente), procuro ler de tudo, tanto porque meus interesses são variados, quanto porque tenho a intenção de ampliar minha visão de mundo. Feito este esclarecimento, vou começar com aquilo que é mais relevante para nós.

1. Existe vida além dos clássicos
Se você pensa que em literatura brasileira as únicas opções disponíveis são volumes antiquíssimos de Machado de Assis, Euclides da Cunha, José de Alencar, Aluísio Azevedo e outros figurões, autores dos chamados clássicos, então está muito enganado! A literatura nacional está repleta de obras geniais, dos mais variados estilos, faixas etárias, gêneros e temas. Seja no campo da literatura adulta, em que se pode apreciar os brilhantes romances de Jô Soares e Paulo Coelho; na literatura regional, onde temos Rachel de Queiroz, Erico Veríssimo, Graciliano Ramos, José Saramago, Bernardo Élis, entre outros; na crônica, onde Fernando Sabino e Luís Fernando Veríssimo nos farão morrer de rir; no gênero infanto-juvenil, onde os livros de Sérgio Klein divertem muitas crianças e adolescentes; e até mesmo no estilo fantástico, onde se pode destacar A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr e Os Sete, de  André Vianco. Até mesmo as distopias ganham espaço na nossa literatura, com Cidades-Mortas, de Dêner B. Lopes. Nós temos sim, muita variedade, e basta pesquisar um pouco para ficar a par das novidades!

2. Conhecer melhor o território nacional
O Brasil não se resume apenas em Rio de Janeiro, São Paulo e Amazônia. Sim, nossa capital fica no interior, e se chama Brasília. É uma cidade linda, onde nasceram as bandas Legião Urbana e Capital Inicial. E sim, as praias do Nordeste são magníficas, mas o sertão também é habitado. Não vamos nos esquecer da Região Norte, onde, por incrível que pareça, não existe só a Floresta Amazônica. Manaus, por sinal, é uma metrópole regional. E a região Sul não é apenas Gramado, Blumenau e Florianópolis. Nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul não vivem somente descentes de alemães, italianos, ucranianos e outros povos europeus. E a Região Centro-Oeste não é um pasto a perder de vista. Por aqui existem grandes cidades, onde existe também produção cultural (ainda que em pequena escala). Por isso, vamos deixar de lado a visão "Sudestecentrista" deixada pelas telenovelas, e vamos aproveitar os livros nacionais para conhecer melhor o nosso próprio país, tão grande, tão diverso, tão rico culturalmente!

3. Variação cultural
Esse tópico está intrinsecamente ligado ao anterior. Cada estado brasileiro possui uma variação em termos de sotaque, gênero musical predominante, tradições populares, costumes folclóricos, etc. Nós, presos ao lugar em que nascemos e crescemos, conhecendo o mundo através da internet, acabamos por nem conhecer direito o nosso próprio país. Tradições culturais são uma característica fundamental de qualquer nação, e é lamentável ver uma população perdendo suas raízes. Ler livros escritos por homens e mulheres que retratam sua própria região pode ser uma boa forma de nos aproximarmos mais das várias culturas praticamente ignoradas dentro da nossa própria cultura.

4. Respeito com o escritor
O que vale é gostar de ler, não é mesmo? Então, se a história for boa, emocionante, bem escrita, se for importante para nós de alguma forma, que diferença faz o lugar de onde veio aquele que a escreveu? Seria extremamente preconceituoso achar que um livro não seja bom só porque seu autor é brasileiro, só porque sua história acontece no Brasil. Nosso país pode ter aspectos ruins, mas não deixa de ser o país em que vivemos. E não é só uma questão nacionalista. Nós, que gostamos tanto de ler, devemos respeito àqueles que escrevem. Até porque, você também sonha em escrever, não será nem um pouco legal renegar suas origens em sua obra.

5. É impossível generalizar
Não se pode dizer que não se gosta de uma coisa sem ao menos conhecê-la. Da mesma forma, não se pode dizer que toda a literatura de um país é ruim, tendo como base alguns livros dos quais não gostamos. Gostar ou não gostar de um livro é algo muito pessoal, e cada um terá os seus próprios motivos e (assim eu espero), seus argumentos que justifiquem tal opinião. Por isso mesmo, não se pode dizer, de forma definitiva, que um livro seja "ruim", pois sempre haverá alguém a quem esse livro vai agradar. Então, se você leu um livro nacional e não gostou, procure dar mais uma chance ao Brasil. Leia outro. De outro estilo ou outro autor. Com certeza vai acabar gostando.

Por isso, leitores, chega de preconceito! Vamos ler também os nacionais!

Por: Lethycia Dias

"Mattia tem uma inteligência rara que se opõe à da irmã gêmea, Micehla, doente mental de quem se envergonha. Um dia, indo ao aniversário de um amigo, deixa a irmã numa praça onde ela desaparece, fato que marca para sempre a vida dele. Alice é uma menina oprimida que tem distúrbios alimentares e frequenta aulas de esqui, obrigada pelo pai. Durante um treino, sofre um acidente que lhe causa uma deficiência permanente na perna. Esses são os episódios que servem como marcos para as vidas de Mattia e Alice e sua integração a um mundo pretensamente perfeito. O livro acompanha a infância, adolescência e juventude dos protagonistas - seus conflitos, dificuldades, encontros e desencontros."

Autor: Paolo Giordano
ISBN: 978-85-325-2472-0




Minucioso e sensível, A Solidão dos Números Primos parece ser o romance ideal para aqueles que não conseguem, de alguma forma, encaixar no mundo, ou ao menos encontrar um lugar em que sejam bem aceitos - exceto na presença de outra pessoa que passe pelo mesmo problema. Este é o mundo de Alice e Mattia, que são unidos quase pelo acaso, e cujas histórias não podem mais ser separadas.
Acompanhando tanto Alice quanto Mattia desde suas infâncias, a partir de quando seus traumas começaram a influenciar o resto de suas vidas, o livro alterna capítulos, faz passagens de tempo e por vezes parece abandonar certos personagens nas páginas que já foram viradas, só para trazê-los de volta mais tarde, em encontros surpreendentes.
O mundo parece ser cruel com os dois protagonistas que, entregues a seus medos, não conseguem abandonar seu sofrimento. A ligação que possuem um com o outro, embora tenha começado do nada, de forma completamente casual, é algo que não são capazes de explicar, e por vezes duvidamos se trata-se de amizade ou amor. Enquanto Alice sofre de baixa autoestima e rejeita a si mesma em razão de sua deficiência e seu distúrbio alimentar (que chega até mesmo a prejudicar seu casamento), Mattia sofre em silêncio a culpa por ter abandonado sua irmã gêmea tantos anos atrás, e assusta as pessoas ao seu redor com sua estranha mania de se torturar. Ambos são pessoas que não se encaixam neste mundo em que as pessoas são cruéis umas com as outras; ambos possuem dificuldade em seus relacionamentos; ambos são feridos pelo próprio passado. E só se sentem bem um com o outro.

Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gêmeos sós e perdidos,
próximos, mas não o bastante para se tocar de verdade.

A grande inteligência de Mattia é algo intrigante para o leitor, talvez tanto quando a confusão de sentimentos de Alice. Seu gosto pelos números, que faz com que se torne professor de matemática, dá origem a uma passagem emblemática da história, que por sua vez, é o que dá origem ao título.
A Solidão dos Números Primos é um daqueles livros que impressionam, que nos fazem sentir raiva e apreensão, pois se aprofunda tanto no íntimo dos personagens, que acabamos por vivenciar suas experiências e misturá-las às nossas. A sensibilidade da narração de Paolo Giordano faz com que conheçamos muito bem seus personagens, ao ponto de conseguirmos imaginar como irão agir em determinadas situações. E no fim, como não poderia ser melhor, ele ainda consegue nos surpreender com uma misteriosa aparição, e um reencontro mais do que desejado.
Para os que apreciam os dramas, pode acabar sendo uma boa escolha.

Por: Lethycia Dias

8 de março - Dia Internacional da Mulher




Por ser uma data não de comemoração (comemoração do quê mesmo?), mas sim de reflexão acerca de nossos direitos, lutas e conquistas em busca da igualdade de gêneros e do devido respeito e dignidade que merecemos, o dia 8 de março é uma data especial. Para as mulheres idosas, mulheres maduras, mulheres jovens, garotas, meninas, e até para as menininhas que nasceram hoje. É, enfim, um dia importante para todas as mulheres.
Por isso, estou desrespeitando minha própria resolução de postar somente às segundas, quartas e sextas, para fazer uma postagem especial. Afinal, nós mulheres, leitoras ou não, merecemos ser homenageadas. Após séculos de opressão, segregação e privação de direitos (embora isso não tenha acabado por completo; vamos nos lembrar que existem outras culturas em que a mulher ainda não recebe a mesma importância que têm no ocidente), hoje temos uma liberdade que as mulheres de outras épocas sequer imaginavam ser possível: trabalhar, ter sua independência, exercer poder político, fazer um curso superior, tornar-se profissional em um meio dominado por homens. Sei que aquilo que conquistamos ainda não é o suficiente, mas já demos vários passos a caminho da verdadeira igualdade.
Sem quebrar o vínculo com a leitura, vim hoje fazer indicações de livros que valorizam a mulher, que retratam a condição feminina em outros países, ou que, de alguma forma, dão importância à mulher.

Mulheres que mudaram o mundo - Gabriel Chalita - Neste livro, são contadas as histórias de várias mulheres que de alguma forma modificaram a sociedade ou contribuíram para mudanças no contexto histórico e/ou cultural em que viveram. Entre elas, Joana D'arc, Marrie Currie, Madre Teresa de Calcutá. Nas palavras do próprio Gabriel Chalita, "Mulheres fascinantes como tantas outras. Viveram intensa e nobremente e entraram para história porque não tiveram medo de ser diferentes. Mulheres que mudaram o mundo".

A cidade do sol - Kaled Hosseini - Kaled Hosseini, o célebre autor de O caçador de pipas, retrata a condição feminina numa das sociedades mais injustas e sexistas de que ouvimos falar: a sociedade que segue o islamismo. Acompanhando as histórias de duas mulheres com idades diferentes no Afeganistão, que têm em comum o fato de serem as duas esposas de um mesmo homem, A cidade do sol é um relato emocionante e chocante que bem poderia ser uma história real, e estabelece um paralelo com o que vivemos no mundo ocidental, isto é: enquanto temos liberdade (mesmo que nem tanto quanto desejamos), há mulheres que ainda vivem em submissão.

As filhas sem nome - Xinran - Mais voltado para a conquista da liberdade e da independência, este livro conta a história de Três, Cinco e Seis, filhas de um homem que não foi capaz de dar nomes verdadeiros às suas filhas, tamanho era seu desgosto por não ter filhos homens. Nascidas numa aldeia no interior da China, as três jovens descobrem sua própria autonomia ao buscar melhores oportunidades na cidade. Baseado em relatos colhidos pela autora, o livro é um relato sobre conquistas.

Estes são alguns dos livros voltados para nós, mulheres, que podem servir para refletirmos sobre nossa própria condição, e que podem oferecer um pouco mais de sensibilidade e senso crítico à sociedade em geral. Claro que devem existir muitos outros, mais ou menos conhecidos, mas estes são os que me vieram à mente. E quanto a vocês? Quais livros fizeram com que pensassem mais sobre o universo feminino?

Diferente do conto, por ser um pouco mais extensa, e do romance, por não ser tão comprida, a novela é mais um dos textos classificados no gênero narrativo, o que significa que também possui personagens, tempo, espaço, e acontecimentos que constituem o texto. Muitas pessoas, entretanto, têm dificuldade em diferenciar a novela do romance. Qual seria essa diferença, afinal?
De acordo com o Dicionário Priberam, uma novela seria um romance curto. Contudo, apenas isso não é o suficiente para que saibamos distinguir entre os dois. Que trata-se de um gênero intermediário entre conto e romance, isto já compreendemos. Opiniões divergentes costumam defini-la como um texto que tenha entre 100 e 200 páginas, não sendo, portanto, muito extenso. Isto, porém, não é algo definido, e portanto, a forma mais fácil de se identificar uma novela será pelas suas características, que diferem um pouco das do conto e do romance.

Vamos enumerar algumas dessas características a seguir:

  • Tempo;
  • Espaço;
  • Personagens;
  • Pluralidade dramática: vários enredos são desenvolvidos ao longo da trama;
  • Sucessividade: enredo desenvolvido seguindo uma sequência;
  • Enredo: ao contrário do romance, que pode se desenvolver de forma mais lenta, na novela as ações dos personagens são fundamentais, seguindo um ritmo rápido.
Este gênero, que costuma ser pouco notado justamente pela sua semelhança com o romance, constitui várias obras de autores brasileiros, entre elas: 
  • O Alienista - Machado de Assis;
  • Noite - Erico Verissimo;
  • A Hora da Estrela - Clarice Lispector;
  • Vidas Secas - Graciliano Ramos;
  • O Exército de Um Homem Só - Moacyr Scliar;
  • A Hora e a Vez de Augusto Matraga - Guimarães Rosa
Além das características citadas acima, não há muito o que destacar. A leitura é mais rápida, e por vezes, pode ser mais marcante do que no caso do romance, pois cada ação tem efeito importante para os diversos clímax da história, enquanto que o conto, possuindo apenas um, é somente um flash, um momento captado e preservado, com poucos personagens e poucas ações.

Por: Lethycia Dias

Sei que já devem ter ouvido falar disso, e que portanto não deve ser novidade para ninguém que ler ajuda nos estudos. Entretanto, quis fazer um post especial sobre isso, porque apesar de sempre ter sido boa aluna, me tornei muito melhor a partir de quando comecei a ler com frequência. Não quero dizer que para ir bem na escola é preciso ler, mas apenas que pode ajudar bastante.


Não me baseei somente na minha própria opinião, mas também em opiniões de vários outros leitores do meu grupo de amigos e de pessoas que responderam a enquetes on-line. Depois de ler a tantas opiniões, decidi organizar todas em tópicos, para facilitar a leitura.

1. Aumenta sua familiaridade com as palavras.
Lendo com frequência livros, jornais, revistas, HQ's ou mangás, nos acostumamos com as palavras, seja lá quais forem. Se lemos uma grande variedade de assuntos, temas ou gêneros, melhor ainda, pois estaremos em contato com a escrita em linguagens diferentes, seja mais simples, seja mais rebuscada ou acadêmica, ou até mesmo técnica. Com o tempo, não teremos mais dificuldade com certas palavras consideradas "difíceis", "estranhas" ou pouco utilizadas;

2. Melhora seu vocabulário.
Seguindo a mesma linha de raciocínio do item anterior, a leitura diversificada nos traz o conhecimento de palavras que não costumávamos utilizá-las. Quando nos deparamos com uma palavra estranha em nossa leitura, das duas uma: ou tentamos deduzir seu significado pelo contexto, ou procuramos o dicionário para poder compreendê-la. Com isso, conhecemos uma palavra nova, deciframos seu sentido, aprendemos quando usá-la, e com isso, ela pode ser incorporada ao nosso uso, seja no cotidiano, seja em ocasiões especiais;

3. Contato com outras culturas.
Isto é algo que chamamos "bagagem de vida". Lendo, por exemplo, um livro cuja história é ambientada em um país diferente (por exemplo, um país asiático) podemos aprender muito sobre a cultura e história de tal país, como vivem seus habitantes, como se vestem, que valores e tradições possuem, etc. Pode não parecer tão útil na escola, quem é que dispensa conhecimento? Eu, pelo menos, não dispenso;

4. Conhecimentos inesperados.
Quando lemos algo, querendo ou não acabamos aprendendo alguma coisa. Por mais insignificante que pareça, o conhecimento que adquirimos não pode ser recusado, e o mais importante, não poderá nunca ser tirado de nós. Pode ser que nós nem o usemos, mas o fato de tê-lo adquirido já é algo louvável. E na leitura, estamos sempre aprendendo. Pode ser aquela palavra cujo sentido passamos a compreender pelo contexto, pode ser aquele detalhe da história que analisamos melhor lendo um livro de época, pode ser uma observação sobre as vestimentos usadas no Século XVIII... Seja lá o que for, todo conhecimento adquirido é maravilhoso, e a leitura está impregnada de conhecimentos do tipo, que nem sequer estávamos buscando, mas que acabamos por adquirir;

5. Facilidade na escrita.
O hábito da leitura, com o tempo, traz maior facilidade na hora de escrever. Torna-se mais fácil elaborar frases, "memoriza-se" a ortografia e acentuação das palavras, aprende-se quando usar certas expressões. Além disso, quem lê muito já íntimo das palavras, tornou-se amigo delas, e portanto, não tem mais o problema de encará-las com dúvida. Sabe identificar uma frase que não soa bem, e pode ter melhor desempenho na hora de escrever redações e resumos, além de introduções e conclusões para trabalhos;

6. Tolerância.
Lendo com frequência livros, contos, crônicas, textos, ou mesmo apenas lendo notícias e artigos, o leitor se depara com uma grande quantidade de histórias e situações diversificadas. Nos livros pode haver personagens de todo tipo, como nos artigos de opinião de um jornal ou revista pode haver toda forma de opinião pessoal. Por isso, quem lê com frequência está sempre em contato com diferentes personalidades e diferentes pontos de vista. Pode-se dizer que vê o mundo de várias formas ao mesmo tempo, e isso é fantástico, pois amplia seus conceitos em relação à vida, aos relacionamentos pessoais, à sociedade, à história, ao meio-ambiente, e às vezes também em relação ao seu próprio comportamento. Com isso, uma pessoa que lê bastante pode tornar-se mais aberta à convivência com pessoas que podem possuir diversas ideologias religiosas, políticas ou filosóficas. Esta pessoa estará muito mais apta a aceitar as diferenças, e isso pode ser extremamente útil em debates sobre temas polêmicos, em que é sempre necessário saber dar a própria opinião sem desrespeitar a opinião alheia;

7. Desenvolvimento do senso crítico.
Por estar sempre em contato com outros mundos, com outras formas de pensar e de viver, o leitor constante desenvolve uma visão crítica de tudo ao seu redor. Isto é, aprende a pensar com maior objetividade sobre várias coisas. Agora sabe como explicar porque tal filme o agrada tanto, ou não. Este filme é bom porque retrata uma realidade ignorada pela sociedade. Essa revista não é boa porque se concentra apenas nas vidas de pessoas famosas. Ter senso crítico significa fundamentar sua própria opinião, tendo base em argumentos sólidos, que podem ser confirmados. Uma habilidade como essa pode fazer toda a diferença na hora de escrever uma redação para uma prova de vestibular, por exemplo.

Enfim, estas são algumas das vantagens que uma pessoa tem ao ler com frequência, não apenas livros, como também revistas, jornais, artigos, etc. Outras habilidades também podem ser desenvolvidas, pois a leitura é uma fonte riquíssima em conhecimento, e o que aprendemos com ela - mesmo que não possa ser usado na vida acadêmica - pode nos ser útil em vários momentos. Ler abre a mente, e permite que o mundo se espalhe diante de nossos olhos!

Por: Lethycia Dias

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