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"Este é um livro dedicado às precursoras. às mulheres que, em todas as épocas da civilização, mostraram-se como exemplos, como luzes inspiradoras de novas conquistas. Num mundo dominado por costumes conservadores, elas abriram caminho munidas de talento, intuição e carisma, vencendo pela capacidade e não pela força; pela sensibilidade e não pela imposição. De dentro de seus lares ou nos postos de trabalho, direta ou indiretamente, elas continuam participando das mudanças do planeta. Mães, tias, avós, professoras, chefes, amigas, namoradas, companheiras. Quem não tem em sua vida um momento inesquecível marcado por uma mulher?


Autor: Gabriel Chalita
Gênero: História
Número de páginas: 294
Local e ano de publicação: São Paulo, 2005
Editora: Companhia Editora Nacional

Um olhar sobre elas


Fazendo seu mestrado em Sociologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Gabriel Chalita interessou-se por estudar questões de gênero. Tinha questionamentos sobre qual seria o porquê de não estarmos à beira do século XXI e não termos ainda atingido a igualdade entre homens e mulheres. Embora o mundo tivesse alcançado um desenvolvimento surpreendente da ciência e da tecnologia, ainda não estávamos (digo, não estamos) libertos de preconceitos e discriminações. Sendo assim, Chalita pesquisou biografias de personalidades femininas que haviam conseguido vencer as barreiras impostas por suas condições. Cada vez mais fascinado, começou a falar sobre elas em palestras, aulas e conversas do cotidiano. Percebendo que a maioria das pessoas apenas havia ouvido falar se que foram e do que fizeram, mas nada sabiam de forma profunda sobre suas vidas, seus pensamentos e ideais, sentiu-se motivado a escrever sobre elas. Escolheu algumas delas, e começou a escrever este livro.
Dividido em um capítulo para cada uma delas (exceto no caso de Hellen Keller e Anne Sullivan, cujas histórias não podiam ser contadas separadamente), Mulheres que mudaram o mundo consiste em biografias resumidas de 10 mulheres que Chalita considerou importantes por seus ideais, por suas realizações ou por suas histórias de vida. Em narrativas de terceira pessoa, ele nos apresenta cronologicamente ao mundo de cada uma delas, e nos leva até o seu íntimo. Conhecemos suas dificuldades, seus medos, seus sonhos, suas ideias mais maravilhosas que as transformaram nas pessoas que foram. Paralelamente, conhecemos também o mundo que as condenava, fosse dizendo que eram incapazes, fosse considerando suas atitudes erradas.

"Nos intervalos das leituras dos clássicos da Sociologia resolvi estudar a vida de algumas mulheres. Estudar biografias de personagens que conseguiram vencer as carrancas do preconceito
e mergulhar em um horizonte novo.
Aquele que só se alcança quando se tem coragem
de caminhar com os próprios pés."
Apresentação. Página 10.

Não tenho muita experiência com biografias. A única que já li foi resenhada há pouco tempo, e não sei se foi o bastante para que eu me acostumasse com o gênero. Apesar de o livro de Gabriel Chalita ser mais voltado para a área da História, é organizado em forma de biografias, e a leitura foi uma experiência impressionante para mim. Eu me deparei com as histórias incríveis de dez mulheres que fizeram coisas maravilhosas com muita luta e perseverança, e passei a admirá-las. Se antes era uma pessoa como aquelas que Chalita cita na apresentação do livro - conhecia os nomes de algumas delas, mas sabia pouco sobre suas histórias - agora posso dizer que conheço pelo menos um pouco dos trabalhos e vidas de cada uma delas, e compreendo o motivo para que seus nomes sejam tão conhecidos.
Penélope, Joana d'Arc, Marrie Currie, Isadora Duncan, Hellen Keller, Anne Sullivan, Gabriela Mistral, Madre Teresa de Calcutá, Golda Meir, Simone de Beauvoir. Em épocas diferentes, cada uma buscou cumprir seus objetivos e defendeu seus princípios. Fosse lutando contra os ingleses no exército francês, fosse criando um estilo inovador de dança; lutando pela dignidade de seu povo ou se esforçando pelo bem de pessoas necessitadas; buscando a própria educação incessantemente, ou fazendo descobertas científicas de grande importância; sendo reconhecida internacionalmente por sua poesia, ou resistindo às dificuldades com paciência; lutando por direitos iguais, ou educando uma criança que todos acreditavam não ter futuro.
Eu gostaria de fazer uma resenha individual para cada capítulo, mas então creio que acabaria com a surpresa do leitor, revelando tudo o que se conta sobre cada uma delas. Sendo assim, creio que o resumo do parágrafo anterior seja o suficiente para instigar qualquer um a ler Mulheres que mudaram o mundo e talvez, mais tarde, ler também biografias individuais de cada uma delas.

Aspecto positivo: linguagem simples e de fácil compreensão; organização em ordem cronológica de nascimento; boas referências e citações de pensamentos ou escritos das mulheres citadas ou sobre elas.
Aspecto negativo: relatos não muito parciais.

Por: Lethycia Dias

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